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Posts Tagged ‘havera a idade das coisas leves’

Não é de hoje que o consumo dos recursos naturais ultrapassa as capacidades da Terra, sendo os países ditos desenvolvidos os principais responsáveis por tal consumo, o que os leva, por pressões públicas e governamentais, a partilhar valores e conhecimentos por meio das dimensões social e ambiental com os demais países, a fim de diminuir problemas como desigualdade de acesso à cultura, emprego, exclusão social, devastações florestais, etc.

A sustentabilidade é onde queremos chegar, e, para tal, devemos seguir caminhos e fazer escolhas coerentes com tal conceito.

Entre as ações necessárias para alcançarmos este fim, está a modificação do conceito de (produção em) design, em prol de um desenvolvimento sustentável, o que influencia na mudança cultural de uma sociedade, criando valores e modificando os já existentes a respeito da atual sociedade de consumo para uma sociedade de uso, como explica Kazazian.

Como designers, temos a capacidade de influenciar na cultura de um povo, de criar valores, estimular hábitos e desenvolver cenários. Todas essas capacidades podem ser efetivadas se o processo de concepção tradicional for substituído por outro: ecoconcepção.

Tal método se faz necessário uma vez que cada produto é um “poluidor nômade”, pois cada etapa do seu ciclo de vida produz impactos sobre o meio ambiente.

Para evitar tal adjetivo, podemos observar e nos basear na natureza para absorver os princípios para tal concepção (ciência conhecida por Biomimética). Dentro deste processo, está incluso a ACV – Análise do Ciclo de Vida – que tem por objetivo avaliar os impactos ao longo da existência de determinado produto, passando por todas as fases – extração de matérias primas, produção, distribuição, utilização e descarte.

Esta análise busca identificar pontos em que há possibilidade de melhorias, levando a uma melhor utilização e conservação do produto, aumento na qualidade de vida dos usuários, mais eficiência no aproveitamento dos recursos naturais, estabelecimento de zonas industriais, etc.

Em paralelo, devemos nos esforçar para transformar a atual sociedade de consumo em uma sociedade de uso, em que a posse dos produtos é complementada ou substituída por ofertas de serviços. A necessidade dessa mudança surge quando constatamos que a capacidade de produção e manutenção de matérias e recursos pela natureza está abaixo da capacidade de absorção de resíduos gerados.

Oferecer serviços além de produtos faz com que a empresa diversifique seu mercado e atividades, e, conseqüentemente, sua relação com os clientes. Essa nova relação, mais íntima e confiável, se torna cada vez mais rentável para os três lados: a empresa cria vínculos mais difíceis de serem rompidos com o cliente, gastam menos com publicidade e marketing, tem maiores chances de acertar a vontade e gosto do público; os clientes se sentem mais seguros e melhor atendidos; e o meio ambiente é poupado da extração de mais recursos e matérias primas.

Por muitos motivos a desmaterialização se faz necessária, e o design é um meio que possibilita tal processo, seja escolhendo a matéria prima (e sua origem), os processos e tecnologias de produção, as interações e possibilidades em cada produto/serviço, preferindo sempre o optimum* ao máximo.

Texto elaborado a partir da leitura do livro Haverá a Idade das Coisas Leves, de Thierry Kazazian.
*optimum:  o mais favorável, o justo necessário

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Boa tarde galera!

Este post será para dicas de leitura!
Caso vocês tenham uma indicação, favor comentar aqui neste post ou enviar um email pra gente: projetoprea@gmail.com.
Ficaremos muito gratos em compartilhar com vocês todas estas informações!

Livro: Haverá a idade das coisas leves – Design e desenvolvimento sustentável
Autor:
Thierry Kazazian
Editora:
Senac São Paulo
O designer francês Thierry Kazakyan faz uma reflexão sobre o desenvolvimento sustentável na concepção de bens e serviços, como a água, alimentação, energia, habitação e todos os objetos que invadem o cotidiano e pesam no meio ambiente, mas que poderiam se tornar leves e duráveis se fossem verdadeiros serviços. Para isso o autor propõe a implementação do ecodesign, com o desenvolvimento de produtos e serviços planejados de forma sustentável desde sua concepção até sua reciclagem e, mostra como integrar o desenvolvimento sustentável ao uso cotidiano.
O livro é uma proposta para estratégias empresariais, na perspectiva de oferecer uma melhor qualidade de vida esboçando as bases de uma economia leve e tem o patrocínio da Grendene.

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: Plano B – O Design e as Alternativas Viáveis em um Mundo Complexo
: John Thackara
: Editora Saraiva
Lançado originalmente pelo MIT Press, em 2005, In the Bubble – Designing in a Complex World, livro do jornalista e pesquisador inglês John Thackara, ganha edição em português, com mais três capítulos, introdução atualizada e um novo título. Em sugestivos temas como “Leveza”, “Velocidade”, “Mobilidade”, “Local”, “Presença”, entre outros, Thackara mostra porque o papel do design é tão importante, ao facilitar mudanças em nossa sociedade.
Thackara aborda desde projetos de ponta a pequenas experiências conduzidas por cidadãos comuns, na vida cotidiana.
Para resumir suas ideias, o autor propõe seis referências para o design de nossos dias:
• do projeto e planejamento a sentir e reagir;
• do alto conceito ao profundo contexto;
• do design de cima para baixo aos efeitos periféricos;
• da ficção científica a ficção social;
• do design para pessoas ao design com as pessoas;
• do design como projeto ao design como utilidade (serviço).

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: O desenvolvimento de produtos sustentáveis – os requisitos ambientais dos produtos
: Ezio Manzini e Carlo Vezzoli
: Edusp
A conscientização acerca dos problemas ambientais tem como decorrência a reorientação de novos comportamentos sociais e a procura por produtos e serviços que minimizem o impacto gerado ao ambiente. A proposta deste livro, desenvolvido a partir das pesquisas e experiência docente dos autores no Politécnico di Milano, é contribuir para o desenvolvimento de uma cultura projetual capaz de enfrentar a transição para a sustentabilidade e de promover o aparecimento de uma nova geração de produtos e serviços sustentáveis. Pretende-se assim fornecer um quadro geral da disciplina do desenvolvimento de produtos sustentáveis e também um instrumento de suporte à prática projetual.

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: Cães educados, donos felizes
: Cesar Millan
: Editora Versus
Cães educados, donos felizes inclui – uma explicação sobre o conceito fundamental de energia calma e assertiva e como usá-la ao lidar com o seu cão – e com as pessoas de seu convívio; Instruções sobre como distinguir a personalidade do seu cachorro de uma possível instabilidade; A verdade sobre as ferramentas de controle do comportamento canino (dos vários tipos de coleiras às recompensas com petiscos) e as experiências de Cesar com elas; Respostas às perguntas mais comuns a respeito dos métodos do autor; Histórias reais de sucesso de clientes, espectadores e fãs de Cesar – incluindo a família Grogan, donos de Marley, do livro Marley & eu.

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: Na praia e no luar, a tartaruga quer o mar
: Ana Maria Machado
: Editora Ática
Como preservar as tartarugas marinhas em uma comunidade onde a maioria das famílias ganha a vida pela venda dos ovos, da carne e do casco do animal? Esse é o desafio dos irmãos Luísa, Pedro e Rodrigo, que moram à beira da praia e se preocupam com o meio ambiente.

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: Seis razões para cuidar bem do planeta Terra
: Nilson José Machado, Silmara Casadei e Michele Rascalha
: Coleção Escritinha, Editora Escrituras
Dividido em duas partes – uma mais poética e outra mais informativa – este livro ensina o quanto é importante preservar a natureza para a nossa sobrevivência.
A primeira parte do livro você encontra textos mais gostosos de ler, que nos convencem – pela poesia – de que precisamos preservar o planeta. Da metade do livro pra frente, chamada de “Saiba mais”, as razões são mais informativas, com muitos números, curiosidades e ações que você pode praticar no seu dia-a-dia.

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Não não. O projeto/blog não foi abandonado não.
É que meu HD resolveu parar, daí tive que formatar, reinstalar tudo e tal. Ainda estou meio perdido 😕

Bom, nesse post falaremos sobre ENERGIA.
Sabia que são mais de 27 milhões de reais jogados fora todos os dias com desperdício de energia? (Abesco)
Devido ao mau uso, o Brasil gasta 10 bilhões por ano em petróleo, eletricidade e gás.

E isso é problema meu?
😯
Seu, meu e de quem usa energia, afinal, este desperdício contribui para o aquecimento global e é causador de profundos impactos sociais e ambientais.
Quanto mais necessitarmos de energia, mais usinas geradoras precisarão ser construídas e mais poços de petróleo terão de ser perfurados. Para ficar no exemplo das hidrelétricas, imensas áreas precisam ser inundadas, desmatadas e algumas populações são obrigadas a abandonar suas casas.

E o que fazer? 🙄
– Custos com energia podem representar até 70% do valor do produto. Dê preferência aos produtos das empresas que se preocupam em reduzir o consumo de energia;
– Use lâmpadas compactas fluorescentes, em vez de incandescentes. Duram até 13x mais e podem economizar cerca de 80% de energia;
– Dê preferência a produtos que tenham o selo Procel, que indica os produtos que têm melhor desempenho energético, comparados com os outros da mesma categoria;
– Tome banho em menos tempo. Um chuveiro elétrico é responsável por 25% a 35% do gasto de eletricidade de uma casa;
O stand-by dos aparelhos eletro-eletrônicos chega a responder por 25% do consumo de energia desses equipamentos. É o famoso ‘comedor’ de energia. Retire da tomada aparelhos que você usa com pouca frequencia;
– Os computadores devem ser desligados sempre que forem ficar mais de meia hora inativos. E os monitores devem ser desligados se forem ficar sem uso por mais de quinze minutos. Deixar o computador ligado durante a noite é totalmente desnecessário, a menos que esteja fazendo algo, tipo download.

Faça isso na sua casa e compare com o mês anterior. Você vai ver a diferença :]

Designers de plantão, uma dica de leitura: Haverá a idade das coisas leves, de Thierry Kazazian, publicado aqui no Brasil pela Editora Senac São Paulo.

fonte: akatu

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