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Archive for junho \29\UTC 2010

A IDEO, um reconhecido escritório de design e inovação, junto com a Bill & Melinda Gates Foundation, lançou o kit Human Centered Design (Design Centrado no Ser Humano).

O kit oferece ferramentas estratégicas e diversas técnicas que colaboram para a melhoria da vida de milhares de pessoas. Foi adaptado para uso de organizações não governamentais que trabalham com comunidades locais em países em desenvolvimento, e que, usando a essência do design thinking, busca por micro inovações e soluções novas para essas áreas, incluindo produtos, serviços, ambientes, organizações e modos de interação.

O processo Centrado no Ser Humano tem 3 fases, sendo a primeira fase chamada de Ouvir, onde examinos as necessidades, desejos e comportamentos das pessoas que estão ou estarão envolvidas com o processo/resultado e terão suas vidas influenciadas. Depois, a fase Criar, onde veremos o que é possível tecnicamente, quais são as ideias e oportunidades; saindo do concreto, indo para o abstrato para, mais tarde, voltar ao concreto. A terceira fase, chamada de Implementar, abordará estimativas de capacitação e planejamento, custos, receitas.

Essa foi só uma pequenina introdução, baseado no que está escrito no próprio material.
O site para o kit é este > Human Centered Design Toolkit
No lado esquerdo, no “meio” do site, você pode baixar em português o kit, além de poder comprar o material impresso (caso seja realmente necessário, já que o PDF é ótimo).

Caso não consiga baixar o arquivo, nos avise que podemos te explicar ou passar por email 🙂

*as imagens usadas nesse post foram retiradas do próprio material fornecido no site

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Deposi te ter postado a análise/bibliografia comentada do livro de Kazazian, vou colocar alguns links relacionados a inovação social, sustentabilidade e design.

Creative Communities for Sustainable Lifestyles (Comunidades Criativas para Estilos de Vida Sustentáveis) – CCSL)

CCSL é um projeto que lida com criativdade e estilos de vida sustentáveis. Mais precisamente, discute as potencialidades da criatividade colaborativa do dia a dia para a criação e difusão de estilso de vida mais sustentáveis em ambientes urbanos de países emergente, com foco no Brasil, Índia e China.

São avaliados casos que deram certo e, a partir deles, modelos e metodologias são criadas para se adaptarem em outras situações de possíveis casos de comunidades criativas.

O site é em inglês, mas para mais informações, tem os nomes das instituições e envolvidos (professores e alunos) no site. Basta entrar em contato 🙂


Capa do material com foco na África

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Não é de hoje que o consumo dos recursos naturais ultrapassa as capacidades da Terra, sendo os países ditos desenvolvidos os principais responsáveis por tal consumo, o que os leva, por pressões públicas e governamentais, a partilhar valores e conhecimentos por meio das dimensões social e ambiental com os demais países, a fim de diminuir problemas como desigualdade de acesso à cultura, emprego, exclusão social, devastações florestais, etc.

A sustentabilidade é onde queremos chegar, e, para tal, devemos seguir caminhos e fazer escolhas coerentes com tal conceito.

Entre as ações necessárias para alcançarmos este fim, está a modificação do conceito de (produção em) design, em prol de um desenvolvimento sustentável, o que influencia na mudança cultural de uma sociedade, criando valores e modificando os já existentes a respeito da atual sociedade de consumo para uma sociedade de uso, como explica Kazazian.

Como designers, temos a capacidade de influenciar na cultura de um povo, de criar valores, estimular hábitos e desenvolver cenários. Todas essas capacidades podem ser efetivadas se o processo de concepção tradicional for substituído por outro: ecoconcepção.

Tal método se faz necessário uma vez que cada produto é um “poluidor nômade”, pois cada etapa do seu ciclo de vida produz impactos sobre o meio ambiente.

Para evitar tal adjetivo, podemos observar e nos basear na natureza para absorver os princípios para tal concepção (ciência conhecida por Biomimética). Dentro deste processo, está incluso a ACV – Análise do Ciclo de Vida – que tem por objetivo avaliar os impactos ao longo da existência de determinado produto, passando por todas as fases – extração de matérias primas, produção, distribuição, utilização e descarte.

Esta análise busca identificar pontos em que há possibilidade de melhorias, levando a uma melhor utilização e conservação do produto, aumento na qualidade de vida dos usuários, mais eficiência no aproveitamento dos recursos naturais, estabelecimento de zonas industriais, etc.

Em paralelo, devemos nos esforçar para transformar a atual sociedade de consumo em uma sociedade de uso, em que a posse dos produtos é complementada ou substituída por ofertas de serviços. A necessidade dessa mudança surge quando constatamos que a capacidade de produção e manutenção de matérias e recursos pela natureza está abaixo da capacidade de absorção de resíduos gerados.

Oferecer serviços além de produtos faz com que a empresa diversifique seu mercado e atividades, e, conseqüentemente, sua relação com os clientes. Essa nova relação, mais íntima e confiável, se torna cada vez mais rentável para os três lados: a empresa cria vínculos mais difíceis de serem rompidos com o cliente, gastam menos com publicidade e marketing, tem maiores chances de acertar a vontade e gosto do público; os clientes se sentem mais seguros e melhor atendidos; e o meio ambiente é poupado da extração de mais recursos e matérias primas.

Por muitos motivos a desmaterialização se faz necessária, e o design é um meio que possibilita tal processo, seja escolhendo a matéria prima (e sua origem), os processos e tecnologias de produção, as interações e possibilidades em cada produto/serviço, preferindo sempre o optimum* ao máximo.

Texto elaborado a partir da leitura do livro Haverá a Idade das Coisas Leves, de Thierry Kazazian.
*optimum:  o mais favorável, o justo necessário

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