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Archive for janeiro \29\UTC 2009

Olhe e não veja diferença!

Li este texto no Vista-se, através da newsletter que recebo diariamente deles.
Achei de extrema importância e decidi divulgar também.
Se você faz parte do grupo que pergunta “Por quê não vão ajudar crianças com fome?”, favor ler com muita atenção e repensar. Sendo do outro grupo, divulgue.

“Por que não vão defender as crianças com fome?”
Questão interessante. Vamos ver se essa eu consigo responder de modo  didático.

1) Quem faz esta pergunta admite que existem dois tipos de pessoas no mundo:

As Pessoas Que Ajudam e as Pessoas Que Não Ajudam.
Além disso, admite também que faz parte das Pessoas Que Não Ajudam, afinal, do contrário,  diria  “Por que não me ajudam a defender as crianças com fome?”, ou “Venham defender comigo as crianças com fome!”, ou “Não, obrigada, vou defender as crianças com fome”.

Então ela se coloca claramente através de sua escolha de palavras como uma Pessoa Que Não Ajuda.

É curioso a Pessoa Que Não Ajuda, não faz nenhum esforço para ajudar, mas, sim, para tentar dirigir as ações das Pessoas Que Ajudam. É bastante interessante. Se eu fosse até sua casa organizar sua vida financeira sob a alegação de que eu sei muito mais sobre administração familiar eu estaria interferindo, mas ela se sente no direito de interferir nas ações que uma pessoa resolve tomar para aliviar os problemas que ela encontra ao seu redor.

É uma Pessoa Que Não Ajuda, mas ainda assim quer decidir quem merece ajuda das Pessoas Que Ajudam e o nome disso é “prepotência”.

2) Pessoas Que Ajudam nunca vão ajudar as “crianças com fome”. Nem tampouco os “velhos”, os “doentes” ou os “despossuídos”. E sabe por que?
Porque “crianças com fome” ou “velhos” ou qualquer outro destes é abstrato demais. Não têm face, não são ninguém. São figuras de retóricas de quem gosta de comentar sobre o estado do mundo atual enquanto beberica seu uisquezinho no conforto de sua casa.

Pessoas Que Ajudam agem em cima do que existe, do que elas podem ver, do que lhes chama atenção naquele momento. Elas não ajudam “os velhos”, elas ajudam “os velhos do asilo X com 50,00 reais por mês”.
Elas não ajudam “as crianças com fome”, elas ajudam “as crianças do orfanato Y com a conta do supermercado”.
Elas não ajudam “os doentes”, elas ajudam o “Instituto da Doença Z com uma tarde por semana contando histórias aos pacientes”.

Pessoas Que Ajudam não ficam esperando esses seres vagos e difusos como as “crianças com fome” baterem na porta da sua casa e perguntar se elas podem lhe ajudar.

Pessoas Que Ajudam vão atrás de questões muito mais pontuais.

Pessoas Que Ajudam cobram das autoridades punição contra quem maltrata uma cadela indefesa sem motivo.

Pessoas Que Ajudam dão auxílio a um pai de família que perdeu o emprego e não tem como sustentar seus filhos por um tempo.

Pessoas Que Ajudam tiram satisfação de quem persegue uma velhinha no meio da rua.
Pessoas Que Ajudam dão aulas de graça para crianças de um bairro pobre.

Pessoas Que Ajudam levantam fundos para que alguém com uma doença rara possa ir se tratar no exterior.
Pessoas Que Ajudam não fogem da raia quando vêem QUALQUER COISA onde elas possam ser úteis. Quem se preocupa com algo tão difuso e sem cara como as “crianças com fome” são as Pessoas Que Não Ajudam.

3) Pessoas Que Ajudam são incrivelmente multitarefa, ao contrário da preocupação que as Pessoas Que Não Ajudam manifestam a seu respeito. (Preocupação até justificada porque, afinal, quem nunca faz nada realmente deve achar que é muito difícil fazer alguma coisa, quanto mais várias).

O fato de uma Pessoa Que Ajuda se preocupar com a punição de quem burlou a lei e torturou inutilmente um animal não significa que ela forçosamente comeu o cérebro de criancinhas no café da manhã. Não existe uma disputa de facções entre Pessoas Que Ajudam, tipo “humanos versus animais”.

Geralmente as Pessoas Que Ajudam, até por estarem em menor número, ajudam várias causas ao mesmo tempo. Elas vão onde precisam estar, portanto muitas das Pessoas Que Ajudam que acham importante fazer valer a lei no caso de maus-tratos a um animal são pessoas que ao mesmo tempo doam sangue, fazem trabalho voluntário, levantam fundos, são gentis com os menos privilegiados e batalham por condições melhores de  vida para aqueles que não conseguem fazê-lo sozinhos.

Talvez você não saiba porque, afinal, as Pessoas Que Ajudam não saem alardeando por aí quando precisam de assinaturas para dobrar a pena para quem comete atrocidades contra animais, que estão fazendo todas estas outras coisas, quase que diariamente. E acho que é por isso que você pensa que se elas estão lutando por uma causa que você “não curte”, elas não estão fazendo outras pequenas ou grandes ações para os diversos outros problemas que elas vêem no mundo. Elas estão, sim. E se fazem ouvir como podem, porque sempre tem uma Pessoa Que Não Ajuda no meio para dar pitaco.

Então, como dizia meu avô, “muito ajuda quem não atrapalha”. Porque a gente já tem muito trabalho ajudando pessoas e animais que precisam (algumas até poderiam ser chamadas tecnicamente de “crianças com fome”, se assim preferem os que não ajudam).

(Este texto pode e deve ser reproduzido) – Escrito em 13.04.2005 por Francisco José Papi.

OLHE E NÃO VEJA DIFERENÇA!

fonte: vista-se

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Ei pessoal! Demorei mas voltei.
Estava viajando para resolver questões sobre a universidade e planos para o PREA em 2009 🙂

Para contar apenas superficialmente, fica assim:
– o PREA + o Design Possível irão participar juntos do 19º Encontro Nacional de Estudantes de Design, que acontecerá em Pernambuco, do dia 18 a 25 de julho deste ano;
– Eu, Caio, irei fazer parte de uma equipe que criará uma revista online sobre Design Sustentável;
– Talvez role algumas ações por aqui em Vitória sobre Educação Ambiental.

Bom, por enquanto é isso. Mais tarde eu volto e posto mais 😀
Fiquem com mais um Cronicato:

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A WWF trás para o Brasil, pela primeira vez,  A Hora do Planeta.

Trata-se de um ato simbólico que envolve governos, empresas e a população em geral, com o intuito de conscientizar sobre a importância da adoção de novos hábitos e mobilizar a sociedade no combate ao aquecimento global. O movimento é conhecido internacionalmente como Earth Hour.

A idéia é que durante uma hora, no dia 28 de março, as pessoas apaguem as luzes entre 20h30 e 21h30. Depois incorporem os hábitos testados durante a Hora do Planeta no seu cotidiano, tendo como foco um futuro sustentável, com soluções simples de utilizar a energia elétrica de maneira mais eficiente em casa e no trabalho.


Faça parte. Apague as luzes por um futuro mais sustentável.

*** Energia Elétrica

Responsável pela emissão de grande quantidade de gases do efeito estufa, a energia elétrica é uma das grandes causas do aquecimento global e das mudanças climáticas. No mundo todo o setor elétrico responde por 44% das emissões. No Brasil, onde o grande vilão é o desmatamento florestal, o consumo de energia elétrica corresponde a quase 16% das emissões.

Nós sabemos que ainda falta um tempinho para a Hora do Planeta, mas como janeiro tá aí e todo mundo tá com agenda nova, anotando aniversário do amigo, da namorada, da mãe, marcando viagens, é um ótimo momento pra vocês anotarem aí mais essa data tão especial 😉

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Mais um caso de sustentabilidade ‘para vender’.
A Melissa + os irmãos Campana se uniram e criaram, a partir da (premiada) poltrona Corallo, a Melissa Sapatilha Campana.

A sapatilha é feita com fios de PVC moldados com as mãos, e faz alusão aos recifes de coral da costa brasileira.
Os Campana propuseram que os produtos sejam fabricados com 30% de PVC reciclado (aqui eu não entendi se SÃO fabricados ou se eles apenas deram a idéia).

“Atualmente a marca faz cada vez mais com cada vez menos. Produtos cada vez mais duráveis e resistentes com cada vez menos consumo de energia e praticamente nenhuma geração de resíduos. Na fabricação é utilizado o Melflex, material composto por PVC, que apresenta uma séria de vantagens: é versátil, durável e reciclável diversas vezes. Além disso, o produto é atóxico e feito com sais minerais á base de cálcio-zinco, que não agride à saude.

A Melissa sabe e acredita que o desenvolvimento sustentável não é uma política de exceção. É uma rotina que é praticada há anos e sempre terá o que há de melhor parar levar às pessoas um produto seguro e responsável, sem abrir mão do Design, estilo e vanguarda.”

O projeto também inclui uma bolsa, no mesmo estilo da sapatilha, além de intervenções urbanas, ações de guerrilha e uma parceria com uma ONG > Visão Mundial <, que recebe 1% em cima das vendas da sapatilha.

Notícia enviada por Júlia Asche, integrante do Design Possível.
E a colaboração vem crescendo! 🙂

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E não é por nenhuma disputa de licenciamento ou direitos autorais.

“O mascote do Firefox, o panda vermelho (apesar de muitos com certeza pensarem ser uma raposa) é mais uma espécie que está ameaçada de extinção. Talvez por isso muitos, como eu, desconheçam o bichinho e o confundam com uma raposa.

Segundo o zôo, os pandas vermelhos têm o tamanho de um cachorro pequeno e são encontrados nas montanhas do Himalaia do norte da Índia, na China, no Nepal e no Butão. Eles são ameaçados pela caça ilegal e pela destruição das florestas.

Pra vocês verem como o Design está ligado à natureza que, sem dúvida, é uma das (se não for a) maiores fonte de inspiração para nós.
Mais um (entre vários) motivos para defender e preservar a fauna.
Design e natureza andam juntos.

Notícia enviada por Clarice Gonring, leitora diária do PREA 🙂
fonte: br-linux.org

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Manaus (AM), Brasil — Expedição do Greenpeace percorrerá várias cidades brasileiras para alertar contra os impactos das mudanças climáticas. Campanha tem início em Manaus. Com Copenhagen no horizonte, começa hoje (7/1), em Manaus, a expedição Salvar o Planeta. É Agora ou Agora, a bordo do navio Arctic Sunrise, que percorrerá várias cidades brasileiras durante três meses e uns quebrados. A campanha brasileira faz parte do esforço global da organização para salvar o clima, alertando a população brasileira sobre a urgência do problema e a necessidade dos governos agirem para combater o aquecimento global, a maior ameaça atual ao futuro da humanidade. A expedição conta com um blog, com mais detalhes sobre a proposta e atividades. Participe, comente, faça sugestões! O Arctic Sunrise estará aberto à visitação pública durante os fins de semana nas cidades que visitar. Os visitantes serão informados, de uma forma divertida e interativa, sobre os problemas causados pelas mudanças climáticas. A entrada é gratuita.

“A ciência é clara: em 2015,devemos ter estabilizado as emissões globais de CO2. Até 2050, devemos ter construído uma economia de carbono zero. Para enfrentar esse desafio, é preciso um esforço global que compartilhe responsabilidades entre cidadãos, governos, iniciativa privada e sociedade civil organizada”, disse Rebeca Lerer, coordenadora da expedição do Greenpeace.

Confira a agenda do Arctic Sunrise no Brasil:
Manaus – 10 e 11 de janeiro
Belém – 24 e 25 de janeiro e 29 de janeiro a 1 de fevereiro
Fortaleza – 7 e 8 de fevereiro
Recife – 14 e 15 de fevereiro
Salvador – 7 e 8 de março
Rio de Janeiro -21 e 22 de março
Santos – 28 e 29 de março

O Brasil tem hoje uma posição importante no combate às mudanças climáticas, já que está entre as 10 maiores economias do mundo e é o quarto maior emissor de CO2. Os desmatamentos e o mau uso do solo, principalmente na Amazônia, são responsáveis por 75% das emissões brasileiras de gases do efeito estufa. A destruição da floresta amazônica libera todos os anos mais de 800 milhões de toneladas de gás carbônico.

Para fazer sua parte, o Brasil deve se comprometer com metas setoriais de redução de gases do efeito estufa, zerando o desmatamento da Amazônia até 2015, promovendo as energias renováveis e eficiência energética e implementando uma rede de áreas marinhas para proteger os oceanos.

fonte: http://regganata.wordpress.com/
http://www.greenpeace.org/brasil

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Boas novas para quem gosta de verduras!

É o nome do comentário de Luis Fernando Correia, feito dia 8 deste mês para a CBN, sobre o consumo de verduras e a relação com a pressão arterial.
Dura apenas 2min e é bem interessante. Fica a dica 😉
Clique aqui e ouça.

E lembrem-se: uma boa alimentação, levando em consideração à vida alheia (em todos os sentidos) também faz parte de uma educação ambiental 🙂

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