(matéria enviada por Caio Simão. Valeu garoto
)
Não é de hoje que sabemos da reputação do Japão no quesito caça às baleias.
Apesar da moratória à caça comercial vigorar desde 1986, o Japão possui uma cota de captura científica na Antártida que atinge cerca de mil baleias por ano. Tsuyoshi Iwata, diretor-assistente da Divisão Oceânica da Agência de Pesca do Japão, usa vários argumentos para justificar a intenção do país de voltar a caçar comercialmente. Diz que é preciso matar animais “para pesquisa”.
Isso de falar em pesquisa não cola mais: 5.000 toneladas de carne de baleia são vendidas ao ano no país.
“Nós temos tradição de comer carne de baleia. E, no futuro, esse uso deve ficar ainda mais importante em razão da crise mundial de alimentos”
Ah claro. Como se as baleias tivessem culpa na crise de alimentos. Daí em vez do Japão ajudar para evitar/diminuir esta crise (afinal, eles também são muito culpados), eles vão é matar as baleias e tudo será resolvido, certo? Menos, senhor Iwata. Menos.
Iwata ainda fiz que “é preciso matar as baleias para ver o que tem dentro, e saber idade e tamanho.” Sara Holden, coordenadora internacional da campanha de Baleias do Greenpeace, ironiza esse tipo de afirmação. “O conteúdo do estômago é o mesmo de muitos anos atrás. E é possível saber aproximadamente idade e tamanho sem matar.”
Boa Sara!
Iwata, porém, afirma que, quanto mais baleias forem mortas, mais estatística haverá para provar que é viável voltar a caçar de maneira comercial.
A partir de amanhã, Sr. Iawata, vamos soltar alguns serial killers. Mais estatística haverá para provar que eles realmente são violentos e precisam ser presos.
Mesmo assumindo considerar o abate de baleias natural, os japoneses ainda parecem sentir certo constrangimento com a ação. Leandra Gonçalves, do Greenpeace, seguiu navios na Antártida entre o final de 2007 e início deste ano. “Decidiram não caçar na nossa frente. Perseguimos a frota por duas semanas e impedimos a caça de mais de cem baleias.”
Ótimo notícia. Só acho estranho uma coisa, Sra. Leandra.
O Instituto Sea Shepherd Brasil, que luta há mais de 30 anos para a preservação da vida marinha, e que tem como fundador Paul Watson, também fundador do Greenpeace, recentemente pediu apoio ao GP para lutar contra a pesca de baleias no Santuário Ártico. E o que foi que vocês falaram? Nada.
Bom, enquanto isso, na Dinamarca, país superdesenvolvido, acontece todo ano um festival de massacre de baleias. As crianças também participam, afinal, todos tem que se divertir, né?!
Eu fico tentando entender o que eles pensam. Juro que não consigo.
Vou continuar fazendo minha parte, que eu sei que um dia a gente muda isso.
No Japão.
Baleia Minke, viva, se divertindo, nadando. Viva.
Baleia Jubarte, viva, dando um salto numa manhã.
Ativistas na Austrália, contra a matança das baleias.






