
Este é o título do comentário de André Trigueiro para a CBN.
Esta informação não foi inaugurada por André. Sempre esteve presente em todos os argumentos voltados para a defesa do Meio Ambiente. Porém, com esta recente utilização descarada deste título é que as pessoas começaram a TENTAR dar valor as atitudes ecologicamente corretas.
Antes era “Ah, meio ambiente? Que nada.” “Eu me preocupar com animais? Pra que?” “Água vai acabar? Olha quanta água no mar, gente”. Foi só espalhar que a sobrevivência da espécie humana está em jogo que tudou começou a mudar. Será que antes achavam que tudo era mentira? Coisas sem importância? Será que nunca se perguntaram se é o homem que depende do mundo ou o mundo do homem?
A Terra (dando um zoom) já existia antes do homem surgir, (até onde eu lembro das minhas aulas no ensino médio) e vai continuar existindo.
O homem não.
Só clicar aí embaixo e escutar o comentário. Quem tiver mais interesse é só acessar o site linkado lá em cima e escutar os outros. Acho muito válido.
Ouça aqui.
Abaixo um resumo do comentário:
Os diagnósticos são claros. Eles emergem de diferentes instituições de pesquisa, prêmios Nobel, instituições do terceiro setor com credibilidade internacional, organismos multilaterais como os programas nas Nações Unidas para meio-ambiente: até aqui, jamais houve na história da humanidade num intervalo de tempo tão curto uma produção de diagnósticos, relatórios, pesquisas com metodologias tão sofisticadas e com respostas tão conclusivas quanto hoje. Sabemos sim o que precisa ser feito. O que está em jogo não é propriamente a preservação do meio ambiente ou do planeta, mas a nossa sobrevivência enquanto espécie. Está é a questão nova. O planeta resistirá. Ele se transforma. No pior cenário, imaginemos aqui, uma hecatombe nuclear. Haverá de sobreviver colônias de bactérias ultra resistentes a radiação: sobrevivem a falta de oxigênio, a altas temperaturas, e bastam que sobrevivam pequenas colônias de bactérias para que se reconstitua a teia da vida.
Nós não temos esta blindagem. Nós não resistiremos ao que se convencionou de ruptura, colapso, esse apagão da vida determinado pela exaustão dos recursos naturais. Devemos buscar inovação tecnológica no setor energético, como fontes renováveis de energia.
A proposta de Kyoto é um exercício de mobilização, pois a cota que ele estabelece para redução de CO2 é muito pouca. Porém os governos dos países taxados como os maiores poluidores não estão fazendo nada sobre isso.Estamos entrando na história, marcando nosso lugar como a geração que ,embora tenha tido, como nenhuma outra, acesso a informação científica qualificada, sobre os riscos que estamos correndo, menos fez para evitar esta situação.
Estamos investindo tempo, dinheiro e energia num modelo suicida de desenvolvimento.

